domingo, 6 de abril de 2008

ATIVIDADE 5: Teoria da Cor

O que é cor?


A cor faz parte do nosso mundo e está tão presente que muitos de nós já não dá tanta importância, tornou-se corriqueiro, algo que já é inerente ao ser. Desde o momento em que acordamos estamos em contato com as cores: ao nos depararmos com as cores do nosso quarto, ao escolhermos a roupa para vestirmos, quando saímos vemos os muros e outdoors da cidade nos invadindo de cores, ou mesmo se ficarmos em casa; tudo está repleto de cores. Mas, o que é a cor? Só podemos perceber as cores quando temos luz. Cor é luz. A luz emitida, seja pelo sol ou por uma lâmpada, contém todas as cores do arco-íris. A luz branca é constituída pela reunião de numerosas radiações coloridas que podem ser separadas. A cor é o resultado do reflexo da luz que não é absorvida por um pigmento. Assim podemos perceber que a cor é uma sensação provocada pela luz sobre nossos olhos. Podemos estudar as cores sob dois aspectos que estão diretamente relacionados, embora sejam aparentemente opostos: a COR-LUZ e a COR-PIGMENTO.


COR-LUZ


Você já viu um arco-íris? Ao incidir nas gotas de água da chuva os raios da luz solar se decompõem em várias cores. São radiações coloridas. Semelhante a um arco-íris temos um prisma comum, onde a luz branca é dividida em um espectro de cores. Essas cores — vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta — compõem o que é chamado de espectro visível da luz, que são freqüências do espectroeletromagnético (“luz”) que podemos ver a olho nu. O que nos dá um total de 7 cores. Porém, temos milhões de cores diferentes na transição de uma cor para outra. Estudos nos mostram a classificação das cores, são elas: primária, secundária e terciária. A qual gerará o círculo cromático e diante deste teremos também as cores complementares e análogas, além de muitos outros estudos e definições.


COR-PIGMENTO


O pigmento é o que dá cor a tudo o que é material. Os homens primitivos descobriam as cores pela experiência. As pinturas rupestres eram feitas com os mais variados tipos de pigmentos naturais: plantas, terra, carvão, e até o sangue dos animais que caçavam. As técnicas de pintura se desenvolveram, se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintéticos. Cores "artificiais", feitas em laboratório, mas tão intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda são feitas com pigmentos naturais, mas já existem pigmentos sintéticos de todas as cores. Os corantes também são pigmentos. A mistura de pigmentos altera a quantidade de luz absorvida e refletida pelos objetos. Cada um reflete somente a cor que não é absorvida. Por exemplo: o pigmento amarelo absorve da luz branca as cores azul violeta, azul cian, verde, vermelho alaranjado e vermelho magenta, e reflete somente a luz amarela, que é a cor que podemos ver. Seguindo os estudos de NEWTON, podemos classificar as cores pigmento inversamente a cor-luz, pois é assim que nossos olhos podem ver, perceber e misturar as tintas. Essa mistura de cor-pigmento é chamada de mistura subtrativa, por ser oposta a mistura aditiva que acontece com a cor-luz.


















Cores Primárias

Para os que trabalham com cor-luz as primárias são: vermelho, verde e azul violetado. Ou em linguagem técnica: Red, Green e Blue. (RGB). A mistura dessas três cores em quantidades iguais, produz o branco - síntese aditiva.



Para o químico e o artista e aqueles que trabalham com cores-pigmento, as cores primárias são vermelho, amarelo e azul, e a mistura dessas cores em igual quantidade resulta na cor preta ou cinza-neutro - síntese substrativa. O nome técnico dado a estas cores é CMYK (cian, magenta, yellow e black). O sistema CMYK é usado nas gráficas para a impressão por fotolitos, nos jornais, revistas, livros, cartões e tudo o que é impresso. Os dois extremos da classificação das cores: o branco, ausência total de cor, ou seja, luz pura; e o preto, ausência total de luz, o que faz com que não se reflita nenhuma cor. Não são exatamente cores, mas características da luz, que convencionamos chamar de cor.





Cores Secundárias





As cores secundárias são obtidas através da combinação das cores primárias, em iguais proporções. Normalmente esta mistura de cores é feita com as cores-pigmento:

Vermelho/ magenta + Amarelo limão = Vermelho /alaranjado
Amarelo limão + Azul cian = Verde
Azul cian + Vermelho magenta = Azul violeta







ATIVIDADE: Produzir um Círculo Cromático em seu caderno

ATIVIDADE 4: Pontilhismo


















O Pontilhismo surgiu na França, no século XIX, com pintores como Georges Seurat (1859 – 1891) e de Paul Signac (1863 – 1935), seus principais teóricos. Também foi conhecido como punctilhismo, neo-impressionismo, divisionismo e cromoluminarismo.
O pontilhismo é uma técnica de pintura que baseia-se na
colocação de pontos coloridos muito próximos uns dos outros o que, à distância, provoca uma mistura ótica. Foi um desdobramento das práticas dos impressionistas, para os quais as cores deviam ser justaspostas e não misturadas e/ou mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor, fazendo surgir a forma.







No Brasil, diversos artistas entre 1889 e 1930, empregaram o pontilhismo. Destacam-se, nesse sentido, Belmiro de Almeida, Eliseu Visconti, Rodolfo Chambelland e Artur Timóteo da Costa, entre outros. O painel central do teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro é um exemplo. Nele Eliseu Visconti empregou vários estilos e procedimentos artísticos, inclusive o pontilhismo.Em resumo, o pontilhismo consiste em pintar o que é observado aplicando pequenos pontos de cor muito próximos. Quando se trabalha com preto e branco, os pontos representam áreas de claro e escuro. As zonas de luz são compostas com pontos mais dispersos e as de sombra com pontos mais concentrados. Estas diferenças de claro/escuro produzem a sensação de volume ou de profundidade.

ATIVIDADE: Faça um desenho em seu caderno desenvolvendo a técnica do Pontilhismo. Obs.: você deverá ocupar pelo menos 60% da folha de seu caderno.

Veja alguns trabalhos feitos em sala de aula:



domingo, 16 de março de 2008

ATIVIDADE 3 - Desenho de Paisagem

A paisagem ocupa lugar secundário na hierarquia acadêmica até o século XVIII, e a partir do século XIX ela se alça ao primeiro plano. Uma das inovações na representação da natureza a partir de então diz respeito à pintura ao ar livre, que se populariza com a invenção da bisnaga descartável para tintas. O contato cada vez mais intenso com a paisagem observada de perto - e o simultâneo desinteresse pelas paisagens alegóricas e míticas - provoca uma renovação no gênero paisagístico.







A pintura de paisagens no século XIX tem no impressionismo expressão destacada. A observação da natureza a partir de impressões pessoais e sensações visuais imediatas, a suspensão dos contornos e dos claro-escuros em prol de pinceladas fragmentadas e justapostas e o aproveitamento da luminosidade e uso de cores complementares, favorecidos pela pintura ao ar livre, são os traços principais da renovação estilística empreendida por Claude Monet (1840 - 1926), Pierre-Auguste Renoir (1841 - 1919), Camille Pissarro (1830 - 1903), entre muitos outros. As paisagens executadas pelos chamados neo-Impressionistas - Georges Seurat (1859 - 1891) e Paul Signac (1863 - 1935) - colocam sua ênfase na pesquisa científica da cor, decomposta e recomposta na série de pontos e manchas que cobrem a superfície da tela (Um Domingo de Verão na Grande Jatte, de Seurat, 1886).













ATIVIDADE: Produzir um desenho de paisagem.

Trabalhos produzidos em sala de aula:















ATIVIDADE 2 - Natureza Morta





Natureza morta é um gênero de pinturas em que se representam seres inanimados, como frutas, flores, livros e objetos.
O termo natureza morta se refere à arte de pintar, desenhar, fotografar composições ou objetos inanimados.




















Natureza Morta com maçãs (1890), Paul Cézanne, (óleo sobre tela, 35.2 x 46.2 cm) Museu Hermitage, São Petersburgo.


Van Gogh, Natureza morta

















Renoir, Bouquet de Chrysanthèmes



Atividade: Faça em seu caderno uma natureza morta.


Trabalhos realizados em sala de aula:


Raissa Figueiroa - grafite sobre o papel.

quarta-feira, 12 de março de 2008

ATIVIDADE NÚMERO 1: Interpretação pessoal da música




Clube da Esquina 2
(Lô Borges/ Márcio Borges/ Milton Nascimento)

Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem se lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, asso, asso
Asso, asso, asso, asso, asso, asso
Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos
Calmos, calmos, calmos
E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio
E lá se vai...E lá se vai...
E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeirasEntope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente
Gente, gente, gente, gente, gente
E lá se vai vai vai




Onde ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=4RWMzcRgYsc&feature=related



http://www.youtube.com/watch?v=oG5iRSB5zFg&eurl=http://vagalume.uol.com.br/lo-borges/clube-da-esquina-2.html

Atividade:


Após ouvir a música e ler sua letra, fazer um trabalho destacando a parte que mais lhe interessou.

Trabalhos realizados em sala de aula:









"Músico", Rafael Mássimo Martins - Grafite sobre o papel, 21X 29,7 cm

















"Aurora" , Cynthia Campos Teixeira - lápis de cor sobre o papel, 21X 29,7 cm















Sarah Brant - grafite sobre o papel, 21X 29,7 cm







"O homem sem rosto", Taynara Martins - grafite sobre o papel, 21X 29,7 cm

terça-feira, 10 de julho de 2007

O Impressionismo


O impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na França no século XIX, esse revolucionou a pintura e tendenciou a arte do século XX. Os impressionistas retratam em suas telas os reflexos e efeitos que a luz do sol produz nas cores da natureza. A fonte das cores estava nos raios do sol. Uma mudança no ângulo destes raios implica na alteração de cores e tons. É comum um mesmo motivo ser retratado diversas vezes no mesmo local, porém com as variações causadas pela mudanças nas horas do dia e nas estações ao longo do ano.


A denominação impressionismo tinha de inicio cunho pejorativo, e foi utilizada por um crítico de arte, Louis Leroy, para designar a espécie de arte que pudera ver na primeira exposição coletiva da Société Anonyme des Artistes Peintres, Sculpteurs et Graveurs, realizada entre 15 de Abril e 15 de Maio de 1874 em Paris (Lê Charivari, 25 de Abril de 1874). Derivava do nome de um quadro de Claude Monet então exposto: “Impressiona u Soleil Levant” (1874). Essa primeira exposição impressionista não obteve êxito, pois o público e os críticos não gostaram muito das novidades apresentadas e se mantiveram fiéis aos princípios da pintura. A aceitação do Impressionismo, por parte do público – impossível nas quatro primeiras exposições – começa a ter lugar em 1880, por ocasião da quinta mostra; a qual reúne 12 quadros de Degas, 15 de Morisot, 16 de Pissarro, 7 de Gauguin, e ainda obras de Guillaumin e Mary Cassatt.

Características gerais:
* O registro das tonalidades que se modificavam a partir do reflexo solar em objetos a serem pintado. A cor não é uma qualidade permanente na natureza, porque suas tonalidades estão constantemente mudando, sob a ação da luz do dia.
* A falta de contornos nítido, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. A linha não existe na natureza, é uma abstração criada pelo espírito do homem para representar suas imagens visuais.
* O uso da cor e da luminosidade para mostrar as sombras. Estas não são pretas nem escuras como foram convencionalmente representadas no passado, mas luminosas e coloridas.* O uso das cores complementares para obter contrastes de luz e sombra.
* O uso das cores primárias e administradas sob pequenas pinceladas para dissolverem diretamente no quadro.

Principais nomes do Impressionismo:
Claude Monet (1840 – 1926):


Monet iniciou suas atividades como ilustrador e caricaturista, o que lhe fez conhecido ainda adolescente. Em 1856, aprendeu a pintar ao ar livre com o pintor Boudin com o objetivo de capturar melhor a luz e as cores. Devagar abandonava cores escuras e dava lugar para as cores frias e transparentes. Além das paisagens, pintava objetos da vida moderna e catedrais. Pierre



Auguste Renoir (1841 – 1919)






Renoir tinha preferência por pintar retratos de pessoas e chegou a ser reconhecido ainda em vida se tornando um impressionista popular. Suas obras mostravam pessoas, ruas, lagos transparecendo otimismo, alegria e movimentação da vida da cidade.





Edgar Degas (1834 – 1917)

Degas além da luz valorizava o desempenho. Pintava poucas paisagens ao ar livre, dando preferência a ambientes fechados sob iluminação artificial. Buscava flagrar um movimento do corpo, uma expressão da face e um instante da vida das pessoas.










***para conhecer mais artistas visite os sites indicados nos links.